
Como uma criança que caminha,
Numa praia a contemplar o chão,
A fim de não perder as conchas da visão
Para colocá-las num colar feito de linha.
Não está atenta aos peixes e espinhas;
Pisa sem perceber sua própria distração,
Somente cata as conchinhas repetindo o refrão:
Peguei sozinha, essa concha é minha!
Assim como ela eu me vejo,
Catando os sonhos e pondo em um cordel,
Ou cordão, qual seja o teu desejo.
É como agarrar nas tranças do véu,
E rasgar com a audácia de um percevejo,
Para, lá dentro, buscar lápis de cor e papel.
("Infância Plena"-Cronemberger Jr.)
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