24 julho 2007

eternamente adeus

Eternamente Adeus
Por Christian Gurtner

Derrete como gelo
o último adeus
Este, que dentre vários outros
marca o fim
marca o início
Do adeus não surgiu lágrimas
nem sorrisos
Mas derrete com o vazio

O último adeus, pudera,
não ser mais um de vários outros
que canta vibrando teus lábios
e dilacera o coração com o brilho de teus olhos

Não mais! Proferiu.
Não mais! Gritou
Não mais? Perguntou
Não mais…? Lamentou

Mais! Sempre mais!
Há vida enquanto há riso.
Há vida enquanto há abraço.

Há vida mesmo sem tudo isso.
Mas há vida mais bela
quando corações se prensam
olhos se cruzam
mãos se tocam
e almas navegam juntas o mar da solidão.

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